BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English

 

    Cinema - críticas


 

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Palavras são apenas...



Os cães que ladram na noite sangrenta

roubam a fé

danificam o coração

tiram a esperança.

 

Peste que impregna

os cantos e espaços

agora vagos

por que do que os preenchia

nada mais há

 

Luz que se apaga

e entristece a alma

pálida aura

daquele que se vê só.



Escrito por Mê às 22h47
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I´d like it was just a bad dream

and at least we could be friends

because i think we are linked in a way

that i don´t know how to explain



Escrito por Mê às 00h30
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Dias, noite e madrugadas passam

E eu em frente este pc

Trabalhos, trabalhos que não acabam

E diálogos virtuais

Cadê o mundo real?

Esta realidade cibernética está me emputecendo

Sou mais o olho o olho e o pé na areia.



Escrito por Mê às 00h24
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Ela percorre todo o meu corpo lentamente

Sinto as veias dilatarem

Os seios despontam como torres

Olho-os atentamente

Ela vai encobrindo toda a pele

E com o apoio dos pés flutuo

Fecho os olhos e balanço a cabeça de um lado para o outro

Os cabelos molhados se movem

Afundo gradativamente a cabeça

Primeiro as orelhas, os olhos e

Antes de afundar o nariz, respiro e penso

E se afunda-la toda?

Faço isso por alguns instantes

Sinto-me distante

Longe de todo medo e toda dor

Escuto o silêncio

E mil imagens vêm a minha cabeça

Tudo o que passou e não volta mais

Sinto meu corpo amolecer

Quase adormeço

Volto de repente

Encosto a cabeça na borda

Olho para o lado

Há uma pintura

Meninas Bonecas

Deve ser Renoir

Renoir no banheiro?

Vejo as luzes e a mobília antiga

Volto a lembrar

Tento levantar o corpo, mas ele pesa

Movimento os pés e subo um pouco mais

Já consigo alcançar o sabonete

Mas ele escorre por entre minhas mãos

Insiste em escapar

E parece querer brincar

Como uma criança, se esconde

Me divirto

As pernas

Deslizo o sabão sobre elas

Depois sobre os braços

Enfim levanto

Abro o orifício que a prende

E ela se esvai

Assim como tudo o que foi

Sem nunca ter sido

 



Escrito por Mê às 11h24
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Esta é em homenagem ao Carlos.

Oras! Como assim que Carlos?

Na voz dele é ainda mais emocionante. Quem puder ouça.

http://memoriaviva.digi.com.br/drummond/poema022.htm

E agora, José?

A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?

Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, proptesta?

e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,

e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.

José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você consasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!

José, para onde?



Escrito por Mê às 11h04
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O dia hoje foi lindo

Vi um espetáculo maravilhoso

No alto da colina

o sol se pondo de um lado

e a lua cheia surgindo do outro

o mais belo dos encontros

bem perto dos meus olhos

o mais incrível é que temos

este espetáculo todos os dias

e quase nunca paramos para assistí-lo.

 



Escrito por Mê às 22h27
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Teoria da Conspiração nº 55.934 - Estão roubando o nosso tempo enquanto dormimos



Escrito por Mê às 11h26
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O meu confessionário

Está ao pé do ouvido

As dúvidas que pairam na mente

São as mesmas que ontem

Me entorpeceram

 

Transtornos de um dia

Que já me deixaram sem noite

Ou de noites que se

Tornaram meus dias

 

Céus! Arranque este inferno

De minha cabeça

Para que eu possa dormir em paz

Antes que amanheça

Escrito por Mê às 00h07
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Pausa para o almoço

 

No sofá da Casa das Rosas,

descobri que...

quero me especializar em Sociologia e Cultura.

Resolução até hoje 19/10.

Escrito por Mê às 10h39
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Conclusão desta manhã de trabalho:

 

A música me faz bem.

Faz a minha vida mais feliz.

Escrito por Mê às 10h37
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Amelie Poulain

 

É a segunda vez que assisto Amelie Poulain e ainda não me cansei. É verdade que o filme é aguinha com açúcar, daqueles bem docinhos mesmo. Mas ao mesmo tempo é inteligente e sensível.

Amelie era uma criança que foi afastada do convívio das outras, perdeu sua mãe muito cedo e cresceu ao lado de seu pai, um homem bom, mas sem aptidão nenhuma para demonstrar amor à sua filha.

É gostoso observar as coisas simples que dão prazer à vida de Amelie, como ajudar um velho cego a atravessar a rua e ir descrevendo as coisas que acontecem ao redor durante um pequeno momento. São aqueles dois minutos que fazem a diferença na vida de uma pessoa sabe? Para nós não custa nada e ainda nos faz feliz.

Para completar, o final do filme ainda dá aquele empurrãozinho. Um chacoalhão para quem está tentando tomar uma atitude, mas não consegue por causa de seus medos e inseguranças.

A oportunidade está batendo a sua porta, você vai ficar ai esperando ou vai agarrá-la? Talvez não exista uma próxima vez, ai o momento passa e você nem ao menos terá tentado.



Escrito por Mê às 00h25
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Tempo para o Tempo

O Homem enlouqueceu

Criou o tempo e o fez senhor

Hoje, escravo de sua própria criação,

vive em função deste tempo

e não em função de sua felicidade.

O Homem esqueceu

de simplesmente viver

e fez de sua vida uma rotina

se fechou em um círculo vicioso

deixando de ser humano

para se tornar parte da máquina

afinal, viver no círculo

é mais fácil do que se aventurar

pelo desconhecido.



Escrito por Mê às 13h10
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